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Resenha: Até quando? O vai e vem - Parte 1, de Christiane de Murville - Por Jéssica Rufino


Até quando? O vai e vem
Autor: Christiane de Murville
Data de publicação: Março de 2018
Número de páginas: 284
ISBN: 978-989-52-2396-1
Colecção: Viagens na Ficção


Sinopse


Quantas vezes repetimos situações já experimentadas, voltamos a visitar locais bem conhecidos, descobrimos parentes novos ou cruzamos com gente que não lembramos ao certo quando e onde já encontramos? Quem nunca caiu em esquemas de pensamentos repetitivos ou em algum registro emocional capaz de o aprisionar em alguma realidade particular? Este romance ficcional conta a aventura de João e de sua família, quando passam exaustivamente por inúmeras dessas situações em suas experiências na Terra, vivendo ora momentos de grande alegria e prazer, ora de extremo sofrimento e decepção, visitando tanto cenários infernais como paradisíacos. Até quando continuarão eles reeditando inúmeras experiências já vividas, repetindo comportamentos eventualmente pouco saudáveis, retornando a lugares já bem conhecidos e oscilando de humor? Em seu íntimo, cada qual quer provar o seu valor, mostrar a todos e convencer a si mesmo de que é uma pessoa honrada e virtuosa. Portanto, precisa projetar novos episódios em sua vida e reeditar outros já vividos, até conseguir sentir-se satisfeito consigo mesmo, com o coração tranquilo e a consciência apaziguada, tendo realizado seu potencial de vida na Terra. No entanto, estariam João e sua família presos em projeções pessoais? Como fazer, então, para encontrarem a liberdade, para se livrarem de padrões repetitivos, formatações e condicionamentos diversos criados por eles mesmos e o coletivo no qual todos estão mergulhados?

#Coluna - Revirando a Estante - Semeando - Baseado no livro "A arte de semear estrelas", de Frei Betto - por Jéssica Rufino


Baseado no livro "A arte de semear estrelas"
Semeando
Por Jéssica Rufino



Ganhei o livro “A arte de semear estrelas”, autografado por Frei Betto, no autógrafo ele dizia: “Faça da vida a arte de semear estrelas”. Esta frase mexeu comigo, ecoou em minha alma e dela e das outras palavras que belamente constituem o livro, surgiram estes versos...


Faça da vida a arte de semear estrelas...
Plante um raio de Sol
Ou um pedaço de Lua.
Plante todas as estrelas cadentes,
Que caírem do céu...
Plante a brisa fresca do amanhecer.
Plante a imagem das montanhas verdejantes.
Plante um sorriso amigo,
Um bom dia!
Um beijo!
Um agradável momento!
Plante um olhar apaixonado,
Plante um novo conhecimento,
Plante uma verdade,
Plante sonhos coloridos,
Plante uma música adorada,
Plante as chamas de uma fogueira.
Plante um amor!
Plante O Amor!
Plante o sucesso nas coisas que faz.
Plante todas as coisas belas da vida.
E
Depois
Colha!!!
Colha tudo com amor,
Alegria e
Carinho!
Colhas os frutos das vitórias, 
Pois só quem luta por um sonho
Sabe o valor dos seus frutos.
Colha o amor verdadeiro, que você plantou,
Colha a amizade sincera, que você doou,
Colha os sorrisos, que você distribuiu
E, enfim
Colha a vida que você sonhou!!!





#Resenha - A Vida como ela é, de Christiane de Murville - Editora Janela da Palavra, por Jéssica Rufino



Título: A VIDA COMO ELA É
Autor: Christiane de Murville
ISBN: 8788566400052
Gênero: Ficção
Páginas: 144
Editora: Janela da Palavra
Cortesia da Autora
Compre aqui

Sinopse:

"Ambientada em um prédio de classe média, essa narrativa tão atual quanto instigante traça as trajetórias de dois vizinhos que se encontram com certa frequência no elevador do prédio. Enquanto um se preocupa essencialmente em subir na vida e se transformar em uma personalidade de sucesso, o outro opta por uma vida qualitativa, afinada ao que lhe proporciona animação e paz. Esses dois modos muito distintos de perceber a realidade e de se relacionar no mundo levam cada um dos personagens a caminhos e escolhas radicalmente distintos, que conduzem a um surpreendente desfecho."



Resenha:

Presentes inesperados, revelam mensagens que a vida muitas vezes quer nos dar. Ganhei o livro de Cristiane de Murville da minha amiga Rê Souza, ela ainda enfatizou que sentia que eu ia gostar do livro. E Ela estava certa!!!

Após ler a sinopse percebi que realmente o livro pertencia ao estilo que eu gosto e comecei a leitura. Foi impossível não me apaixonar, enquanto não terminei o livro não desgrudei dele e agora ele ficará e um espaço especial da minha estante, para em breve ser emprestado para águem que esteja precisando desta mesma mensagem.

Se você ficou curiosa para saber qual é a história do livro, vou fazer um breve resumo. Tudo começa com um encontro no elevador, entre dois amigos dos tempos de colégio que moram no mesmo prédio, João Astolfo morador do 11º andar e Ruflle Johnes do 10º. Ambos têm padrões de vida parecidos, pois trabalham como vendedores e até o mesmo modelo de carro eles têm, porém o jeito de enxergar a vida é oposto.

João Astolfo, com quem muito me identifiquei, decidiu fazer aquilo que amava e mesmo trabalhando como vendedor, não abandonava sua paixão pela música, assim fazia mais do que um vendedor na loja de instrumentos musicais onde trabalhava, pois sempre testava os instrumentos para os clientes e dava pequenos shows na loja, assim com o tempo foi promovido e passou a ganhar mais, porém acumular dinheiro e bens materiais não era o objetivo de sua vida.

Já Ruflle Johnes tinha o sonho de ganhar muito dinheiro e se tornar poderoso, comprar o melhor carro, a melhor casa e tudo de melhor que a vida poderia oferecer a quem dispõe de muito dinheiro. Não era feliz trabalhando na loja de departamentos, mas se dedicava e assim também foi promovido. Mas a grande ideia de Ruffle Johnes foi, junto com mais dois amigos, criar um site de vendas. Que deu muito certo e os três amigos começaram e enriquecer.

No mesmo sentido de ascensão João Astolfo começa a tocar em uma importante Orquestra Sinfônica, dá aulas particulares de instrumentos musicais e faz trabalho voluntário em bairros carentes, sempre trabalhando com música, sua paixão e seu maior dom. A vida abençoou com prosperidade o caminho dos dois amigos, porém ao longo da história percebemos claramente que cada um escolheu uma maneira de aproveitar este bom momento.

A história é incrível, porque mostra exatamente a importância do Ser em relação ao Ter, mostra também a diferença das vibrações que cada pessoa emana de acordo com seus pensamentos e atitudes. Vemos a vida triste e vazia, daqueles que buscam apenas o Ter, as festas grandiosas regadas a muita bebida e uma diversão passageira, que quando finda deixa todos os integrantes jogados no mais profundo vazio. Mostra também, a importância de fazer aquilo que amamos, de colocar em prática nossos grandes sonhos e talentos, pois quando amamos o que fazemos o trabalho não é um fardo, mas sim uma atividade prazerosa, que nos engrandece. E quando amamos aquilo que fazemos, desejamos espalhar esse conhecimento pelo mundo, sonhamos em transformar o mundo em um lugar melhor, pois entendemos que a vida vai muito além dos bens que podemos comprar. Não quer dizer que João Astolfo vive uma vida totalmente privada de bens, mas que ele aprendeu que todas aquelas coisas não eram sua razão de existir.

O final é bonito, triste e apaixonante.

Realmente um livro que introduz conceitos universais de maneira simples e despretensiosa, com uma linguagem leve e acessível. Diria que é um livro para se ler em momentos decisivos da vida. A autora foi muito feliz ao escrever essa bela narrativa e gostaria de agradecê-la por me mostrar de forma alegórica, que assim como João Astolfo, eu fui feliz em minhas escolhas.

Jéssica Rufino




#Coluna Revirando a Estante - por Jéssica Rufino - A Imagem da Mulher Livre no Conto

Olá queridos leitores!!




A IMAGEM DA MULHER LIVRE NO CONTO 

“A MOÇA TECELÔ DE MARINA COLASANTI

por Jéssica Rufino



Marina Colasanti é uma contista incrível, capaz de nos comover e transportar para outros mundos, seus contos de fadas são únicos não apenas pela linguagem poética, cheia de figuras de linguagem, mas também pelas reflexões as quais nos levam.

No conto “A moça tecelã”, uma jovem mulher é dona da sua vida e de seu destino. Tece seu dia-a-dia de acordo com suas necessidades e vontades, não depende de ninguém e consegue ser feliz consigo mesma. No trecho “Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe com cuidado dês escamas.” Podemos observar que ela mesma supre todas as suas necessidades pessoais, tece o seu próprio alimento físico e espiritual e dorme tranquila como podemos observar no trecho; “E à noite depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.”

O fato de tecer é algo extremamente simbólico, pois para os gregos a vida era um grande tapete, o qual as moiras teciam entrelaçando os destinos da vida humana e findando os fios quando achavam necessário. As três irmãs do destino, conhecidas como moiras eram extremante poderosas, pois em suas mãos estava a vida e a morte, a alegria e a tristeza, o sucesso de uma existência ou seu fracasso.

A moça, que não tem nome, mas que representa todas as mulheres é a dona de seu próprio tear e de sua própria tapeçaria, simbolizando a mulher independente e forte, mas ao mesmo tempo delicada e sensível. Ligada às forças da natureza dentro e fora de si mesma. Essa mulher independente, em determinado momento de sua existência, sente a necessidade de um companheiro. “Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao lado.” Esse trecho pode nos remeter ao fato da sociedade, ainda que disfarçadamente, cobrar da mulher uma companhia masculina, como se a mesma fosse impossibilitada de viver seu destino sozinha. A imagem da tia solteirona e infeliz, por não ter um marido e filhos ainda assombra o inconsciente de muitas mulheres.

Assim a moça tece o homem dos seus sonhos e logo que termina ele surge à sua porta, porém esse homem descobre o poder do tear de sua esposa e a felicidade da moça dura muito pouco, visto que o homem começa a explorá-la e aprisiona-la. Ela já não tem mais amor e nem paz de espírito. Um conto de fadas feminino, que nos mostra como algumas vezes idealizamos demasiadamente o outro e cegamo-nos para a sua verdadeira face, um conto universal, pois fala à alma, toca o espírito e nos revela o perigo de alguns relacionamentos.

No conto a moça, desesperada, toma a decisão de desfazer toda a sua vida com aquele homem, que no início era seu amor e que com o tempo tornou-se seu tirano. Ela simplesmente destece, não escolhe linhas e nem sonha com sua criação, ela apenas desfaz o que teceu. E deste modo, quando menos percebe o homem desaparece de sua casa e de sua vida.

Uma linda metáfora sobre nossas escolhas na vida, pois muitas vezes acreditamos que o destino colocou aquela pessoa no nosso caminho e que por isso devemos ficar ao lado dela para sempre, mesmo que ela não nos faça feliz, mesmo que ela nos tire a paz de espírito. Esse belo conto simboliza o poder da mulher, a força e a magia que existe dentro de todas nós, para criar—tecer ou desfazer—destecer nossas escolhas e nosso destino.

Conto do livro Doze reis e a moça no labirinto do vento.

Marina Colasanti

Ed. Global. 93 págs.

12º edição.


#Resenha - A Lista de Brett, de Lori Nelson Spielman - Verus Editora, por Jéssica Rufino


Sinopse:
"Brett Bohlinger parece ter tudo na vida – um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente.
Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe. Seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis. Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência."




Resenha:

“Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.” Esta bela frase de Carl Jung abre o livro encantador; A lista de Brett. Uma história muito bem contada de uma mulher na casa dos trinta, rica, com uma vida “perfeita”, roupas e bolsas de grife, um namorado lindo, filha da dona de uma importante empresa de cosméticos etc.

Brett tem a vida que muitas pessoas desejam, mas de repente tudo se desfaz, quando sua mãe morre e deixa um testamento nada convencional. Na verdade Brett era a única filha de Elizabeth e a mãe zelosa pela felicidade da filha havia guardado por anos uma lista que Brett havia feito quando adolescente e deixou como condição para que a filha recebesse sua fortuna a conclusão de todos os itens da lista.

No início Brett acredita que sua vida estava arruinada. Demora a entender a vontade da sua mãe, pois na lista que fez quando menina Brett desejava ter um cachorro, um cavalo, filhos e uma vida que nem de longe era a vida que levava. Além de ter que cumprir todos os desejos da lista em um ano, a jovem de trinta anos ainda se vê sem dinheiro e sem ter onde morar.

Não é fácil mudar o rumo de nossas vidas, não é fácil sair da zona de conforto, mas muitas vezes é necessário para que encontremos a verdadeira felicidade. Esse foi o objetivo de Elizabeth ao deixar seu testamento atrelado a uma lista de desejos feita pela filha adolescente.

Brett descobre que sua verdadeira vocação sempre foi ser professora, mesmo depois de algumas experiências ruins, que não precisava de roupas de grife e nem de relógios caros para ser feliz, que uma casa pequena pode ser bem mais acolhedora que uma mansão, que o verdadeiro amor transborda e é companheiro, que um filho não precisa ter seu sangue e que a verdadeira felicidade não está em bens materiais.

Essa mulher incrível que nos cativa e nos leva a acompanhar sua história de angústia e felicidade é a mulher que vive em cada uma de nós, é a adolescente que está em nosso interior gritando que esse emprego não era o emprego dos seus sonhos, que esse namoro não faz bem, que essa não era a vida que ela sonhava.

A história de Brett é encantadora, divertida, emocionante, motivadora e muito mais. Um livro que vale a pena ler, pois tem uma linguagem agradável e divertida.

E a lição que esse livro me deixou, é: Escreva uma lista de cinco em cinco anos sobre seus sonhos e onde você quer estar, como você quer estar e com quem, que profissão quer ter, o que mais gosta de fazer, quais pessoas são importantes para você, enfim escreva listas para você e sobre você, para que o correr da vida não embrulhe tudo, citando Guimarães Rosa, para que você não se esqueça de quem você é .









































#Resenha - As Pontes de Madison, de Robert James Waller - Única Editora - Edição Comemorativa, por Jéssica Rufino

Olá queridos leitores!

Sinopse:

"O possível amor impossível de Robert Kincaid e Francesca Johnson já conquistou mais de 12 milhões de leitores em todo o mundo. Vividos no cinema por Clint Eastwood e Meryl Streep, os personagens criados por Robert James Waller em ´As Pontes de Madison´continuam a impressionar pela verdade que transmitem de uma paixão ao memso tempo madura e sonhadora, vivida nas cinematográficas paisagens de Iowa.
Fot´grafo da ´National Geagraphic´, Robert Kincaid corre mundo, solitário, tendo como único objetivo capturar as belas imagens de que vive. Em suas andanças, bate à porta da fazenda de Francesca. Em busca de informações sobre a região, ele encontra um amor que vai mudar completamente seus valores - e também o seu destino. Bastam quatro dias, o tempo que passam juntos, para que suas vidas jamais voltem a ser as mesmas."
Resenha:

AS PONTES DE MADISON 

Editora Única 

Edição comemorativa 

Há histórias que marcam nossa própria história. Há livros que falam tanto a nossas almas, que aquela emoção, que aquela fagulha, que aquele sopro reorganiza nossos sentimentos, clareia partes do nosso coração e limpa a poeira que se juntou sobre nossas crenças.

Em um mundo cada vez mais imediatista e consumista o amor perdeu muito do seu significado, as pessoas passaram a amar por conveniência e a “desamar” pelo mesmo motivo. Já não sabemos olhar nos olhos e enxergar a magia da vida, aquela energia que nos faz perceber a poesia que emana de todas as coisas simples, principalmente da energia que explode quando almas se encontram e descobrem que se amavam mesmo antes de se conhecerem, almas que caminhavam pela vida uma em busca da outra.

E é bem neste contexto tão avesso, que a Editora Única lança a edição comemorativa do livro, que foi sucesso no cinema; “As pontes de Madison”.

Confesso que não vi o filme e não conhecia a história e agradeço imensamente pelo livro ter chegado a minhas mãos, pois acredito que a arte nos resignifica, que nos leva a transcender e a “transver” o mundo. Sendo assim, posso afirmar, que essa maravilhosa narrativa de Robert James Waller, fez mais do que me encantar, ela simplesmente tirou a poeira da incredulidade da palavra amor, que estava guardada em minha alma e me ensinou a verdadeira essência do amor.

A narrativa começa quando o escritor recebe a visita dos filhos de Francesca Johnson. Michael e Carolyn querem que o escritor torne pública a história de amor e transcendência de sua mãe com o fotógrafo Robert Kincaid. E a história de Francesca começa a ser contada, baseada em escritos que ela mesma deixou para os filhos e em pesquisas feitas pelo escritor.

No melhor estilo flash back, somos apresentados a Robert Kincaid, que deixa seu apartamento e sua vida solitária em Bellingham, Washington para cumprir com seu compromisso de trabalho, fotografar as velhas pontes da cidade de Madison. Porém Robert não considerava fotografar apenas um trabalho, mas sim uma forma de fazer arte, de encontrar as belezas do mundo e ao fotografa-las dar um pouco de si às fotos.

Ele vai dirigindo e pensando em sua vida solitária. Os pais haviam morrido, era filho único, foi casado, mas o casamento acabou, por causa de suas longas viagens à trabalho. Fotografava para a revista National Geographic e para si mesmo. Também colaborava com algumas revistas e assim vivia sua vida. Robert era diferente, sabia que o era e por isso levava uma vida de viagens e fotografias, buscando sempre por algo que nem ele mesmo sabia exatamente o que era.

Francesca era uma italiana que por causa da guerra estava sem perspectivas de casamento e quando conheceu Richard acabou aceitando a proposta de casamento e de viver nos EUA. Ela possuía um casamento comum e uma vida chata, como ela mesma pensava. Tinha dois filhos e uma sensação de que a vida era mais que isso, porém continuava sua rotina de dona-de-casa. Chegou a estudar e lecionar, mas a pedido do marido acabou desistindo da profissão.

Duas pessoas que com seus quarenta e poucos anos, ansiavam por algo que os resignificasse que os levasse além.

Robert aparece em Madison à procura das velhas pontes cobertas e acaba parando na casa de Francesca para pedir informação. Ela estava sozinha, pois filhos e marido estavam fora, em uma exposição agrícola. Quando eles se olham percebem a importância um do outro e além da informação Francesca se oferece para guiar Robert até a ponte Roseman.

É assim que se dá o grande encontro dos dois. Francesca sempre excedendo as tradições em que vivia. Primeiro se oferecendo como guia, depois oferecendo um jantar a um estranho, aceitando acompanhá-lo em uma seção fotográfica em outra ponte, aceitando um cigarro, uma cerveja, um conhaque, uma dança e uma noite de amor. Francesca parece renascer e Robert sente ter encontrando o que sempre buscou durante a vida.

Durante quatro dias, Francesca e Robert vivem um sentimento extremamente forte e sublime e percebem a cada minuto o quanto esperaram por aqueles momentos. Porém os dias passam e Robert convida Francesca para partir com ele, mas ela decide não ir, pois não suportava a ideia de estragar a vida dos filhos e do marido. Robert respeita a decisão de Francesca, aceita até mesmo não manter contato com ela por cartas. A despedida de Robert e Francesca é extremamente triste, chega a doer tal é a força com que a cena é escrita.

Os quatro dias que passaram juntos são escritos com riqueza de detalhes, mas depois parece que a vida de ambos, separados, passa voando. Francesca fica viúva, os filhos seguem suas vidas e ela tenta contato com Robert, mas não o encontra e desiste com medo de ter uma notícia ruim. Mas essa notícia chega alguns anos depois, Francesca recebe um pacote com uma carta e alguns pertences de Robert. A carta do escritório de advocacia que o representava dizia que o corpo de Robert fora cremado e suas cinzas lançadas na ponte Roseman.

Depois da morte de Francesca os filhos descobrem os segredos da mãe através de uma carta e diários, além é claro de um baú em que a mesma guardava as coisas que Robert havia deixado para ela. Francesca também foi cremada e suas cinzas lançadas na ponte Roseman e assim, enfim, eles se uniram por toda a eternidade.

Uma história linda e triste como só as mais belas histórias podem ser.

E como dizia Robert Kincaid “Palavras dão sensações físicas, não tem apenas significado.” E depois de ler este belo livro tive que concordar absolutamente com essa frase. 






























# Coluna Revirando a Estante - O Amor no Conto Noites Brancas - Fiódor Dostoiévski, por Jéssica Rufino


O Amor no Conto Noites Brancas 
 por Jéssica Rufino



Noites Brancas na vida de alguém iluminam uma alma e trazem a questão; O que o amor pode fazer por uma vida? Como ele pode transformá-la ou torná-la uma reflexão eterna.

Dostoiewiski com uma linguagem poética e suave constrói a vida de seu personagem principal ao colocá-lo frente ao amor e a solidão. Dois temas tão profundos, que influenciam profundamente a vida de todos nós, seres humanos.

Um homem solitário que vive imerso em suas próprias fantasias, tendo como única companheira a solidão, em uma casa cheia de teias de aranhas e paredes desbotadas. Um homem que observa a todos, mas passa pelo mundo sem nada fazer e sem deixar nenhuma marca.

E quantos de nós levam essa vida totalmente comum, totalmente isolada dos outros? Uma vida onde ficamos apenas na plateia observando os atores?

Temos neste inesquecível conto um narrador/personagem, que se aproxima do leitor e transfere toda a sua angústia e solidão, sua vida solitária comove e leva a reflexão. A fantasia é companheira permanente deste personagem. Ele chega a falar sobre noites inteiras que passou acordado se deleitando com o mundo dos sonhos. Neste ponto, podemos questionar sobre a importância e o perigo das fantasias em nossas vidas, visto que a fantasia nos deixa mais leves, nos transporta para mundos maravilhosos, mas sonhando, nos esquecemos da realidade, deixamos de agir e de transformar nossos desejos em algo concreto,

O narrador de “Noites Brancas” é um homem de meia idade, que já deixou a mente sonhadora da juventude, mas que ainda cai por noites inteiras em devaneios fantasiosos. Ele o tempo todo se questiona sobre a vida que leva e sobre o tempo perdido em devaneios. Será que é esta a vida? Ele parece, no início, acreditar que a felicidade está em sua vida solitária e monótona, mas ao ver os moradores de sua cidade migrando para passar um tempo no campo se desespera e de repente sente medo da solidão.

Percebemos que ele não é importante para os outros, mas os outros lhes eram caros e iriam lhe fazer falta. Ele acompanha os viajantes até as portas da cidade e de repente depois de receber um olhar amigo de um dos viajantes ele se sente feliz e volta pelas ruas escuras da cidade assoviando de alegria. É nesse instante que toda a sua vida muda. Durante esta tão tranquila caminhada ele encontra uma moça chorando à beira de uma ponte. E por um golpe do destino acaba livrando a moça de um bêbado sem limites. Assim o narrador conhece Nastenka, uma moça solitária que vive com uma avó cega, que a limita e vigia.

A moça agradecida pela ajuda aceita ser levada em casa pelo narrador. E assim nasce uma bonita relação de amor e amizade. Nastenka conta sua história para o narrador e aquelas noites de conversa e confidências se tornam a única alegria do narrador.

As noites são iluminadas e belas, refletindo a alegria dos amantes/amigos. A bonita relação dos dois personagens de “Noites brancas”, nos lembra a bela transformação que o amor é capaz de fazer na vida das pessoas. Desse sentimento de total entrega que faz os dias serem mais iluminados. O fato da história se chamar “Noites Brancas” já nos mostra a pureza dos sentimentos entre os personagens. Os encontros são à noite, atmosfera onírica, ambiente onde os sonhos e as sensações habitam.

Mas depois de quatro noites brancas o narrador e Nastenka nunca mais se encontram, ela se casa com outro e ele volta a sua vida solitária e cinza, marcada na narrativa pelos dias de chuva e frio.

Teria valido a pena aquelas noites brancas?

“Um minuto inteiro de felicidade! Mas não é o bastante para toda a vida de homem?”

                                                                                                          

                                                                                               

# Coluna Revirando a Estante - A Morte no Conto, por Jéssica Rufino



A menina de Lá - Guimarães Rosa
Jéssica Rufino


A MORTE NO CONTO



“A MENINA DE LÁ” DE GUIMARÃES ROSA


“As pessoas não morrem, ficam encantadas”, com essa frase João Guimarães Rosa marcou seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras e também registrou com força sua visão de mundo.

Existem muitos estudos sobre Guimarães Rosa, teses e escritos sobre a grandeza de suas obras. Mas hoje quero fechar meu foco, não vou falar sobre a magia e a beleza da obra prima Grande Sertão Veredas, pois gastaria muitas páginas tentando entender ou explicar uma narrativa mágica, que deve ser lida e não apenas comentada.

Hoje quero falar da morte em um texto muito especial de Guimarães Rosa, o conto “A menina de lá”.

Para Guimarães ”as pessoas não morrem, ficam encantadas“, assim é a vida da pequena menina, personagem principal do conto. Ela já nasceu encantada, com o dom de ter seus mais fortes desejos realizados. Mas seus desejos eram simples e delicados, como comer um doce ou ver o arco-íris. Ninguém conseguia convencê-la a desejar outras coisas. Ela era apenas simplicidade e sossego. Chegou a curar a mãe doente, mas só quando esse desejo lhe veio no coração.

“A menina de lá” nos mostra aquilo que é essencial à vida, aquilo que puramente nasce do coração. Ela deixa claro que a alegria e a magia da vida estão nas coisas simples e que quanto mais paz de espírito temos mais felicidade encontramos pelos caminhos da vida.

A sabedoria de reconhecer o encanto que a morte proporciona à vida é singular. Quando guardamos em nossa alma a certeza de que um dia vamos partir desta existência, entendemos que só deixamos aquilo que fizemos, não materialmente, mas sim nossos gestos e atitudes.

A personagem da narrativa vive com a simplicidade e a sabedoria de alguém que muito viveu, pois sabe que logo chegará à hora da partida. E quando chega o fim de sua trajetória, ela simplesmente deseja ser enterrada em um caixão rosa com fitas verdes.

Escolhe cores alegres para se despedir do mundo e das pessoas que ama. E parte tranquilamente com a mais profunda sabedoria. Um conto bonito e triste, como só a mais alta literatura sabe ser.


                                                                                                         
                                                                                                   

# Coluna Revirando a Estante - O sem Fim de a História Sem Fim - por Jéssica Rufino



O Sem fim de A História sem Fim
Jéssica Rufino

O SEM FIM DE A HISTÓRIA SEM FIM

As paixões humanas são tão diversas como as pessoas o são. As palavras escritas logo nas primeiras páginas do livro “A história sem fim” do alemão Michael Ende, nos dão uma ideia da grandeza dessa obra.

Vemos nesse livro a magia e a graça do bom uso da linguagem, da boa escolha de palavras para criar algo que ultrapasse as barreiras do tempo.

A narrativa aborda a vida de um menino comum, apaixonado por livros e boas histórias, que tem sua vida transformada graças as aventuras vividas dentro do mundo de Fantasia, mundo existente no livro.

Vê-se que todas as histórias, na verdade, não têm fim, pois sempre há um personagem que poderá viver mais aventuras criando novas narrativas.

Em “A história sem fim” alguns capítulos terminam com a frase; “Mas essa é uma outra história, e terá de ser contada em outra ocasião”. Assim uma parte da história continua, mas alguns personagens ficam para trás, da mesma maneira que suas aventuras. Todos nós fazemos parte de uma grande narrativa, nossas pequenas e grandes histórias de vida vão se misturando se enredando a um todo, todo esse que dificilmente nos fará sentido, pois a cada dia vivemos um pouco dos fios dessa teia sem saber exatamente de que desenho fazemos parte.

Em “A história sem fim”, assim como na vida surgem personagens auxiliadores, outros complicadores, que mudam a vida de Bastian, o personagem principal. Esses personagens secundários também têm suas histórias e nelas são personagens principais. Na vida também presenciamos essas situações, no trabalho, na escola, na familia etc. Os personagens vêm e se vão com suas aventuras e emoções.

Outro ponto marcante desse livro maravilhoso é o fato do mundo de Fantasia estar morrendo e o motivo ser a incapacidade humana de acreditar nas histórias e nas fantasias. Quando Fantasia morre no mundo abstrato, o mundo dos homens também fica prejudicado ficando mais cinza e menos interessante. Esse fato chega a se tornar uma verdade, pois atualmente as pessoas e, às vezes, até mesmo as crianças estão desacreditadas do mundo de fantasia. Os seres mágicos já não lhes chamam a atenção.

E uma vida sem fantasias, sem o uso da imaginação e da criatividade é uma vida cinza.

Não conheço nenhuma pessoa amante de livros que não tenha se apaixonado pela narrativa elaborada por Michael Ende, pois todos nós sonhamos em, assim como “Alice no país das maravilhas” e Bastian em ‘A história sem fim’, cair em um mundo mágico recheado de aventuras, onde podemos conviver com a magia das grandes histórias.

Grandes lições de vida podem ser encontradas nas páginas de “A história sem fim”, lições sobre o amor, amizade, vida e morte, solidariedade, altruísmo, sede de poder etc.

É um livro apaixonante que coloriu minha infância, minha adolescência e minhas aulas.

                                                                                                          
                                                                                                
                                                                                                      

# Revirando a Estante - O Mundo de Sofia - por Jéssica Rufino


O Mundo de Sofia 
Um mundo além do mundo





O MUNDO DE SOFIA

UM MUNDO ALÉM DO MUNDO


E no fim da história O mundo de Sofia era só um romance filosófico, onde os personagens tentavam, assim como nós, fugir de seu próprio destino. Tentavam desesperadamente fugir da manipulação de seu próprio criador. Em alguns momentos conseguem, enfim, fugir da manipulação, mas nesses pontos tornam-se invisíveis tanto aos olhos de seu criador, quanto aos olhos humanos.

Assim como Alberto e Sofia muitos de nós, quando passamos a pensar sobre nossa existência, sobre nossa criação, sobre quem somos, escapamos da rede do “criador e criatura” e nos tornamos seres um pouco invisíveis, fora dos padrões, porém eternos.

Alberto e Sofia fogem de seu próprio mundo para se sentirem livres, para pensarem por si mesmos e nessa busca encontram a eternidade. Alguns de nós, seres humanos, também buscam esse caminho, mas vão em direção a eternidade fazendo o caminho inverso ao de Alberto e Sofia, pois só nos tornamos eternos a partir de nossas criações, de nossa imaginação, enfim, só nos tornamos eternamente vivos quando deixamos de ser criaturas e nos tornamos criadores.

Quando refletimos sobre nossas existências, descobrimos a importância da vida e de fazermos algo relevante, algo que nos torne eternos, pois apenas no mundo das ideias, das nossas próprias criações é que somos eternos.

Lendo O mundo de Sofia, descobrimos que o destino não existe, que até personagens de um livro podem escapar do emaranhado de palavras ao qual pertencem e que nós podemos nos tornar senhores de nossa própria existência, abandonando a crença cega de que tudo que nos acontece é obra do destino, pois como diz o livro: “estamos condenados a improvisação. Somos como atores que são colocados num palco sem termos decorado um papel, sem um roteiro definido e sem um ‘ponto’ para nos sussurrar ao ouvido o que devemos dizer ou fazer. Nos mesmos temos de decidir como queremos viver.”


                                                                                               
                                                                                                         



Revirando a estante - Amar o Inútil - Lygia Fagundes Telles - por Jéssica Rufino



Amar o Inútil
 Baseado no texto de Lygia Fagundes Telles

Jéssica Rufino





INÚTIL

Lygia Fagundes Telles em um belo texto sobre “Amar o inútil”, nos mostra a delicadeza das coisas que realmente importam na vida, assim com base no que diz Lygia, neste pequeno e maravilhoso texto, tomo a idéia de Ligia e me ponho a pensar que também tenho um carinho especial pelas coisas aparentemente inúteis.

Dobro papéis coloridos com amor e alegria, monto móbiles de Tsurus e saio pendurando móbiles coloridos por onde passo. “As pessoas, apressadas, não entendem nada, mas pensam: “que inútil” – “Ela não ganha nada com isso” – “ Isso não vale nada”.

Mas só eu sei a magia que encontro ao fazer dobra a dobra em um papel quadrado qualquer e depois vê-lo transformado em um delicado Tsuru ( Pássaro da esperança e da sorte no Japão), dizem que quem faz mil tsurus realiza um grande desejo, não sei se é verdade, mas continuo fazendo os meus, parece inútil, porém refresca a alma.

Realmente amo o inútil!

Nada como ficar horas vendo o pôr-do-sol, sem pressa e sem preço. Afinal são as coisas inúteis que costumam guardar a beleza da vida.

Inútil ficar horas escrevendo histórias que ninguém lerá, nada se ganha, não tem valor financeiro, porém para almas inquietas, que sonham e pensam além das fronteiras do dia-a-dia, escrever é essencial.

Amar o inútil em um mundo onde tudo exige rapidez e utilidade é exercício raro. Exercício daqueles que não querem morrer sem praticar a delicada arte de amar o que não tem preço. Daqueles que passam horas lendo um romance, que levam dias ou meses para descobrir o desfecho da narrativa. Daqueles que passam a vida cuidando de algo ou alguém, apenas por amor. Daqueles que acordam cedo e param para ver os pássaros contando e o sol subindo no céu. Daqueles que colaboram para um mundo melhor sem se preocupar com o que vão ganhar em troca, pois a retribuição não é necessária para quem ama o inútil, que é na verdade a atitude mais útil que se pode ter.

Por isso, assim como a grande Lygia Fagundes Telles, também amo o inútil e minha vida é muito mais feliz e colorida por isso. Afinal segundo Lygia “no inútil está a beleza”.


                                                     




Revirando a Estante - Quando Nietzsche Chorou - por Jéssica Rufino



(Baseado no filme sobre a vida e obra de Friedrich Nietzsche)
 Jéssica Rufino




É difícil perceber onde nossos próprios desejos podem nos levar. E Realmente, em muitos casos “amamos mais o desejo do que o próprio objeto de desejo”.

Há um limiar entre esses pensamentos, entre nossa razão e nossas emoções, uma estrada que as divide, um caminho perigoso demais para quem decide segui-lo. Um caminho onde tentamos encontrar razão nas emoções e emoções dentro da razão.

Ás vezes chega a causar medo. E todos esses pensamentos, todas as sensações associados às nossas vivências e medos são perigosos, mas extremamente intrigantes. Depois que se escolhe esse caminho fica difícil retornar – Impossível ser o mesmo de antes.

O conhecimento é uma ferramenta interessante, pois sem ela a escuridão da ignorância nos consome e acabamos nos tornando sombras, fantoches de pensamentos e teorias alheias. Porém viver no limite do senso comum é viver em plena serenidade, é dormir sem preocupações existenciais, é cumprir o que nos é socialmente imposto. Viver assim é levar a serena vida dos ignorantes.

Quem busca o conhecimento, quem vê em cada situação da existência uma oportunidade de aprender. Aquele que se dedica a explorar as muitas verdades sobre a vida, morte, amor, Deus etc. Já não dorme tranquilamente, não enxerga a realidade com simplicidade, pois há muitas verdades e quanto mais se aprende, mais se tenta construir sua própria verdade, sua própria teoria sobre o viver.

Somos expulsos do paraíso a partir do momento em que encontramos o conhecimento. Assim ficamos perambulando pela Terra a procura de verdades que nos convençam, teorias que expliquem o destino do universo e do ser humano.

Vivendo muitas vidas nas páginas dos livros e nas artes. Procurando as diversas maneiras de se enxergar a vida, construindo nosso próprio mosaico, totalmente abstrato para os outros, mas muito compreensível para nós mesmos, deste modo encontramos elementos para nos constituir.

Quem pensa em demasia encontra caminhos que os outros nem imaginam, porém precisam conviver com a solidão dos incompreendidos.


                                                                                 



# Coluna - Revirando a Estante - por Jéssica Rufino

Olá pessoas queridas!!!

Novidades para meus queridos leitores e leitoras!!!


Estou imensamente feliz, pois o blogue está crescendo e hoje para melhorar ainda mais nosso espaço, estamos recebendo mais uma pessoa maravilhosa para fazer parte desse "pedacinho " tão importante para mim que é o Entre Resenhas, esse pequeno espaço nesse imenso mundo da blogosfera e que me traz muita felicidade!!!

Hoje apresento a vocês Jéssica Rufino, que vai escrever na nova coluna do blogue, Revirando a Estante, é isso mesmo, mais uma coluna para trazer muitas novidades para nós!!!

Jéssica, seja bem vinda ao nosso espaço!!! 

Sinta-se em casa!!

Vamos conhecer nossa nova colunista?



Jéssica Juliana Rufino,

Sou uma apaixonada pela arte da palavra, assim me formei em letras e trabalho com a minha paixão, a literatura.
Gosto muito de ler e a leitura me estimulou a escrever e a pensar profundamente sobre a vida e a maneira como os diversos autores que leio enxergavam e enxergam a vida. Amante do teatro e da "contação" de histórias, desenvolvi meus textos baseados nas expressões e sensações que percebo em meu público. Espero que meus textos também levem os leitores deste blog a refletirem sobre aquilo que leem.
                                           





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